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BOVESPA-Mercado volta a descolar de NY e recua 1,7%

PUBLICADO EM: 2.2.11 | 17H47
(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e comentários) Por Silvio Cascione SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - A bolsa brasileira voltou a descolar dos mercados globais nesta quarta-feira, repetindo o comportamento do fim de janeiro com queda de quase 2 por cento em uma jornada estável em Nova York. O Ibovespa fechou em […]
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(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e
comentários)

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - A bolsa brasileira
voltou a descolar dos mercados globais nesta quarta-feira,
repetindo o comportamento do fim de janeiro com queda de quase
2 por cento em uma jornada estável em Nova York.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,71 por cento, a
66.688 pontos. O giro do pregão foi de 7,52 bilhões de reais.

A queda praticamente anula os ganhos obtidos na véspera,
quando o mercado interrompeu uma série de quatro baixas
seguidas para um repique de quase 2 por cento de alta.

Pouco antes do fechamento, o índice Dow Jones
operava perto da estabilidade, ainda próximo da máximas em mais
de dois anos e meio.

Analistas têm apontado, entre os motivos para a tendência
ruim da bolsa brasileira, para a incerteza a respeito da alta
de juros e das medidas macroprudenciais a serem adotadas no
combate à inflação pelo governo.

"Há ainda um quadro de desconfiança em relação a uma série
de coisas que estão para ser definidas, principalmente no campo
fiscal", disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos,
Newton Rosa, a respeito do tamanho do corte de gastos do
governo, previsto para ser divulgado na semana que vem.

"A própria queda na indústria hoje pode ter deixado os
mercados com um pé atrás", acrescentou.

A produção industrial brasileira caiu 0,7 por cento em
dezembro ante novembro, frustrando expectativas por um aumento
de 0,85 por cento. [ID:nN02159503]

Além das incertezas locais, investidores apontam que o
próprio quadro de recuperação internacional com juros baixos e
estáveis nas principais economias globais favorece o retorno do
capital a esses mercados. Nesta quarta-feira, por exemplo, o
relatório da ADP Employer Services mostrou criação de 187 mil
empregos privados nos Estados Unidos, ante previsão de 145 mil
vagas.

CONSTRUÇÃO DESPENCA

O principal destaque de queda no mercado local foram as
ações do setor imobiliário, que devolveram parte da expressiva
alta do pregão anterior.

MRV Engenharia recuou 4,92 por cento, para 14,30
reais; Cyrela Brazil Realty caiu 4,97 por cento, a
18,15 reais, e PDG Realty teve baixa de 5,17 por
cento, a 9,17 reais.

O governo elevou o preço máximo dos imóveis enquadrados no
programa "Minha Casa, Minha Vida", um antigo pleito do setor de
construção, mas operadores citaram que o efeito positivo do
anúncio já estava precificado.

As ações ordinárias da Petrobras tiveram a
segunda maior alta do Ibovespa, 1,01 por cento, para 31,00
reais. Os papéis preferenciais da empresa, com maior liquidez,
subiram 0,58 por cento, para 27,80 reais.

Uma fonte afirmou à Reuters que a petrolífera desistiu de
comprar a participação da Eni na portuguesa Galp
. [ID:nN02155045]

Fora do índice, os destaques foram a estreante Arezzo
e, mais uma vez, o Banco Panamericano .

A ação da fabricante de calçados registrou o terceiro maior
volume do pregão, com alta de 11,84 por cento, a 21,25 reais,
no primeiro dia de negócios após a oferta inicial de ações.

Já a ação do Panamericano disparou pelo segundo dia
seguido, com alta de 26,44 por cento, a 6,60 reais, também com
forte volume. Os papéis ainda reagem à compra do controle do
banco pelo BTG Pactual. [ID:nN02124348]

(Edição de Cesar Bianconi)

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