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Bovespa recua em movimento de ajuste

PUBLICADO EM: 14.10.14 | 11H35
Recente pesquisa eleitoral mostra Dilma e Aécio tecnicamente empatados
Bolsa de valores de São Paulo, a Bovespa

Bovespa: às 10h27, o Ibovespa recuava 0,70%, aos 57.551,67 pontos

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São Paulo - A Bovespa confirmou a expectativa de uma abertura em baixa nesta terça-feira, 14, definida por um movimento de realização de lucros na esteira da atualização do noticiário eleitoral.

Na segunda-feira, 13, à noite, o Jornal da Record divulgou pesquisa do instituto Vox Populi sobre a corrida presidencial, segundo a qual a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) tem 51% das intenções de voto contra 49% do candidato do PSDB, Aécio Neves. A situação é de empate técnico, considerando que a margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

Às 10h27, o Ibovespa recuava 0,70%, aos 57.551,67 pontos. As ações das estatais e de bancos tinham queda firme - Petrobras PN (-2,44%), Petrobras ON (-2,65%), Eletrobras ON (-2,80%), Banco do Brasil ON (-1,94%), Bradesco PN (-1,15%) e BM&FBovespa (-1,70%). Na contramão, Vale e siderúrgicas avançavam, com Vale PNA em alta de 1,58% e Gerdau PN, de 0,71%.

O levantamento do Vox Populi entrevistou 2 mil eleitores em 147 municípios de todas as regiões do Brasil no sábado (11) e domingo (12). Ainda que possa não ter captado possíveis efeitos da oficialização dos apoios de Marina Silva e da família de Eduardo Campos ao tucano, a pesquisa não confirmou a tendência mostrada pelos números do instituto Sensus divulgados no fim de semana, que apontou Aécio mais de 17 pontos à frente de Dilma e que ontem serviu de argumento para a euforia do mercado.

Como a Bovespa subiu quase 5% nesta segunda-feira, hoje há espaço para ajuste.

Desse modo, cresce a expectativa pelas pesquisas Datafolha e Ibope a serem divulgadas na quarta-feira, 15, assim como pelo debate entre os presidenciáveis organizado pela Rede Bandeirantes, marcado para esta noite.

No exterior, o clima é de cautela diante de indicadores fracos da zona do euro e na Alemanha. O índice ZEW de expectativas econômicas do país caiu para -3,6 em outubro, de 6,9 em setembro, o primeiro resultado negativo desde novembro de 2012 e o décimo recuo mensal seguido, segundo o instituto ZEW.

O presidente do instituto, Clemens Fuest, disse que não poderia descartar uma contração econômica no terceiro trimestre. "Estamos chegando perto", disse. E, confirmando as expectativas, o governo da Alemanha reduziu suas previsões de crescimento para 2014 para 1,2%, de 1,8% na estimativa anterior, e para 1,3% em 2015, de 2,0% anteriormente.

Já a produção industrial da zona do euro caiu 1,9% em agosto ante igual mês de 2013. O resultado foi o pior desde setembro de 2012. Apesar das notícias negativas, as bolsas na Europa exibem leves ganhos, com o índice DAX, de Frankfurt, em alta de 0,19%, às 10h21.

A cautela na Europa, entretanto, não impede uma abertura positiva das bolsas norte-americanas, que buscam inspiração nos balanços do setor financeiro divulgados hoje, como o do JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo, que agradaram. As 10h34, o Dow Jones avançava 0,48% e o S&P 500, 0,57%.

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