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Coronavírus tem 15 mil novos casos e 254 mortos em 24h

PUBLICADO EM: 13.2.20 | 6H15
ATUALIZAÇÃO: 14.2.20 | 7H04
Novo método de diagnóstico na província de Hubei fez o número de vítimas confirmadas disparar, e alimentou dúvidas sobre a transparência do governo chinês
Employee works on a production line manufacturing protective suits at a medical supply factory in Xinzhou district of Wuhan

(REUTERS)

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Da Redação

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São Paulo — Esqueça as notícias que davam conta de uma redução no número de novos casos de coronavírus. O governo chinês adotou novos métodos de diagnóstico do coronavírus na província de Hubei, com o uso de scanners computadorizados, e revelou nesta quinta-feira o pior dia de propagação do vírus desde sua descoberta.

Foram 14.840 novos casos apenas na província em 24h, ante 2 mil novos casos em todo o país na quarta-feira. O número de mortos também disparou, com 254 novas vítimas fatais, chegando a 1.360.

A boa notícia, se é que se pode chamar assim, é que a nova tecnologia de diagnóstico aumenta a agilidade no tratamento e as chances de cura. A má é que alimenta a suspeita de que o governo chinês está maquiando dados sobre a epidemia. Na quarta-feira reportagens mostraram uma pressão crescente do presidente chinês, Xi Jinping, para que o país volte à normalidade, duas semanas após o fim do feriado de ano novo.

O aumento no número de novos casos interrompeu uma semana que vinha sendo de alta nas ações na Ásia, com reflexos em países como o Brasil. Ontem o Ibovespa subiu 1,13% e fechou em 116.674 pontos, a maior pontuação em duas semanas.

A quinta-feira trazer de volta a tensão das semanas anteriores, embora os índices internacionais não mostrem uma volta do pânico aos investidores. Tóquio recuou 0,14%, enquanto Xangai caiu 0,34% e Hong Kong, 0,71%. O índice europeu Eurostoxx 50 abriu o dia em queda de 0,1%.

Uma dúvida adicional para esta quinta-feira é o desempenho do câmbio. O novo avanço do coronavírus pode impulsionar ainda mais ativos seguros, como ouro e dólar mundo afora. Ontem, o dólar subiu 0,56% ante o real, cravando sua nova máxima histórica de 4,35 reais.

Além das incertezas sobre a economia internacional em decorrência da epidemia, pesa contra a moeda brasileira a ainda claudicante recuperação econômica e a redução nos juros, que reduzem a atratitivade do Brasil.

Enquanto um título brasileiro de um ano paga 4,26%, um papel mexicano rende 6,78% de retorno. Para o banco Credit Suisse, a taxa de câmbio deve se estabilizar entre 4,25 e 4,45 reais. Estaríamos, portanto, bem no centro do alvo — e com espaço para dias de alta volatilidade pela frente.

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