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Crimes financeiros aumentam na Europa com caos nos mercados

PUBLICADO EM: 4.4.20 | 7H07
Criminosos usam a crise para fazer ofertas fraudulentas de investimentos em portos seguros, como ouro, vinho e uísque

"Fraude do CEO": tentativa de fazer com que executivos transferiram dinheiro, na esperança que procedimentos de segurança não identifiquem esquema atípico (Getty Images)

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Criminosos tentam tirar vantagem com a turbulência provocada pela pandemia de coronavírus, em mais um desafio para bancos que ainda precisam se proteger de fluxos financeiros ilícitos.

Na quinta-feira, a agência reguladora do setor financeiro da Áustria foi mais uma a alertar para um salto da atividade criminosa, pois as drásticas mudanças nas condições de trabalho e mercados caóticos dificultam os controles.

“Atividades fraudulentas nos mercados financeiros relacionadas à pandemia de coronavirus aumentaram muito”, disse a Autoridade do Mercado Financeiro da Áustria em comunicado. “Muitas vezes, esses são tipos de golpes conhecidos que agora aparecem em nova embalagem devido aos desafios específicos da crise de Covid-19.”

Na chamada “fraude do CEO”, por exemplo, criminosos tentam fazer com que executivos transferiram dinheiro, na esperança que procedimentos de segurança não ocorram em meio a esquemas de trabalho atípicos. Outros usam a crise do mercado acionário para fazer ofertas fraudulentas de investimentos em portos seguros, como ouro, vinho e uísque, segundo a Autorité des Marchés Financiers, reguladora do mercado financeiro na França.

Bancos europeus estão sob pressão para melhorar controles de lavagem de dinheiro depois que casos envolvendo bilhões de euros em transações ilegais surgiram no ano passado. Antes da crise do vírus, reguladores e líderes do governo pressionavam para melhorar o controle de dinheiro ilícito em toda a Europa, e vários bancos foram obrigados a gastar milhões de euros para melhorar seus próprios controles.

Criminosos e terroristas podem procurar explorar “lacunas e fraquezas” nos sistemas nacionais de combate à lavagem de dinheiro à medida que os recursos estão concentrados em outros lugares, alertou na quarta-feira a Força-Tarefa de Ação Financeira, um organismo global focado em crimes financeiros.

“Continua sendo importante continuar implementando e mantendo sistemas e controles eficazes para garantir que o sistema financeiro da UE não seja violado por lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo”, disse nesta semana a Autoridade Bancária Europeia, que coordena a supervisão em todo o bloco. As empresas foram orientadas a prestar atenção especial às transações em setores particularmente afetados pelo coronavírus, como empresas de varejo.


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