Exame Invest
Mercados

CVM multa gestora LHYNQZ e diretor em R$ 500 mil

PUBLICADO EM: 20.8.13 | 17H27
O órgão regulador detectou falta ou irregularidade na avaliação de rating das Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) de companhias em que o fundo investia
Dinheiro: notas de 50 reais em espiral

Dinheiro: multa individual aplicada foi de R$ 250 mil, somando R$ 500 mil

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Rio - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) puniu a LHYNQZ Gestão de Recursos e seu diretor Ricardo Gonçalves, por falta de diligência na gestão do Fundo Roma. A multa individual aplicada foi de R$ 250 mil, somando R$ 500 mil.

O órgão regulador detectou falta ou irregularidade na avaliação de rating das Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) de companhias em que o fundo investia, como Keep Working Participações S.A., Muriel do Brasil Indústria de Cosméticos e Sucos do Brasil. Isso contrariava o regulamento do Roma. A contrário do que recomenda a CVM, os números da Keep Working sequer eram auditados, o que era de conhecimento da LHYNQZ.

O Fundo Roma é um fundo de investimento em renda fixa de crédito privado voltado a investidores qualificados, ou seja, com limite mínimo de aplicação de R$ 1 milhão. Em janeiro de 2011, o fundo tinha patrimônio líquido de R$ 63,861 milhões e 13 cotistas.

Naquele mesmo ano, a BNY Mellon, administradora do fundo, comunicou aos cotistas por fato relevante a realização de provisões para perdas na carteira pela deterioração da capacidade financeira de emissores de títulos que compunham sua carteira. Em março de 2011, as provisões chegavam a R$ 9,2 milhões, ou 16% do patrimônio.

A LHYNQZ argumentou que algumas CCBs foram adquiridas de outro fundo administrados pela Mellon e que, por isso, presumiu que havia avaliação específica do risco de crédito. Também apontaram que o termo rating não teria sido usado no regulamento em seu sentido técnico e que o Conselho Monetário Nacional (CMN) não exige que a avaliação do risco de crédito dos ativos dos fundos seja feita por agência de classificação de risco. Caberia à gestora classificar o ativo como de "baixo risco de crédito".

A CVM, entretanto, rejeitou os argumentos da defesa e considerou que a gestora e Gonçalves, responsável pela administração da carteira, não agiram com a diligência necessária para preservar a relação fiduciária mantida com os cotistas do Fundo Roma. A decisão foi unânime. Os punidos ainda podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame