Exame Invest
MERCADOS

De olho em superapp, Magalu captará R$ 5 bi em oferta de ações

PUBLICADO EM: 31.10.19 | 6H37
ATUALIZAÇÃO: 31.10.19 | 6H49
A corrida para a nova oferta vem um dia depois de a varejista ter valorizado 7% na bolsa ontem, após um novo balanço trimestral considerado animador
Magazine Luiza

(Leandro Fonseca)

Imagem da Editoria Exame Invest
Da Redação

Repórter da Exame



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Com as ações em alta de quase 100% em 2019 e de mais de 1.000% desde 2017, a varejista Magazine Luiza pretende aproveitar o bom momento para um nova emissão de ações. Executivos da varejista começam hoje rodadas de reunião com investidores no Brasil, em Nova York e em São Francisco para levantar até 5 bilhões de reais em uma nova oferta de ações.

A informação, revelada na noite desta quarta-feira pelo site Brazil Journal, foi confirmada por EXAME. Segundo executivos próximos à varejista, o plano é definir a precificação da nova oferta já no dia 12 de novembro. “Eles querem atrair investidores de empresas de tecnologia”, afirma um executivo. “A captação vai ser rápida para evitar o fim de ano e aproveitar uma janela de oportunidade de grande liquidez no mercado”.

O dinheiro deve ser usado para financiar o crescimento e a transformação definitiva do Magazine Luiza de uma rede de varejo em uma plataforma, com o objetivo final de criar um “superapp”. A varejista pretende incluir novas categorias de produtos em seu marketplace, reduzir o tempo de entrega e desenvolver novas tecnologias e serviços para os varejistas, como adiantamento de recebíveis. Novas aquisições não estão descartadas.

A corrida para a nova oferta vem um dia depois de a varejista ter valorizado 7% na bolsa ontem, após um novo balanço trimestral considerado animador por investidores. O comércio eletrônico dobrou de tamanho em 12 meses, para 3,3 bilhões de reais, com as vendas online superando as físicas pela primeira vez na história em setembro. Com o marketplace, que inclui a oferta de produtos terceirizados, o faturamento trimestral cresceu 47% em um ano, para 6,8 bilhões de reais.

Para atrair novos lojistas, a companhia havia anunciado em setembro subsídios para fretes no marketplace. Com os novos recursos, a companhia deve intensificar a corrida para conquistar vendedores e consumidores. No mês passado, a concorrente B2W levantou 2,5 bilhões de reais para turbinar seu crescimento no Brasil. Na semana passada o Mercado Livre anunciou que investirá 3 bilhões de reais no Brasil em 2020 com foco em serviços financeiros e logística. A Amazon também tem ampliado seus investimentos no Brasil, com o anúncio, em setembro, do início de seu serviço de assinatura Prime no Brasil.

A batalha do varejo online no Brasil está cada dia mais quente, e mais cara.

Imagem da Editoria Exame Invest
Da Redação

Repórter da Exame


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame