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De olho no exterior, Bovespa sobe e volta ao azul no mês

PUBLICADO EM: 21.12.10 | 20H32
Analistas afirma que cenário para bolsa brasileira é positivo
Empresas que praticam preços internacionais terão efeito neutro

Cenário no exterior para a Bovespa é positivo

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São Paulo - De olho nos mercados acionários norte-americano e europeu, que buscaram novas máximas em dois anos, os investidores retornaram à ponta compradora na Bovespa, cujo principal índice recuperou-se nesta terça-feira após ter fechado a véspera no menor nível em três meses.

O Ibovespa subiu 1,41 por cento, aos 68.214 pontos, voltando ao azul no acumulado do mês. O giro financeiro da sessão foi de 6,9 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, o avanço desta terça-feira, bem superior aos das principais praças globais, de certa forma foi uma correção parcial do descolamento das ações domésticas, que vêm exibindo um desempenho mais fraco do que a média internacional, em meio à saída de recursos de estrangeiros.

Segundo dados da Bovespa, o saldo da movimentação de não-residentes no mercado acionário brasileiro em dezembro passou a ficar negativo em 177 milhões de reais na última sexta-feira.

"O cenário para a bolsa brasileira em 2011 é positivo, mas como ainda há muitas incertezas com a crise na Europa e o crescimento da China, o mercado fica nesse sobe-e-desce", disse a equipe de pesquisa da Brava Investimentos.

Nesta sessão, a manifestação de apoio da China às medidas de combate à crise da dívida na zona do euro amenizou a notícia de que a Moody's colocou o rating soberano de Portugal em observação para possível rebaixamento. O principal índice europeu atingiu a máxima em 27 meses.

Em Nova York, os principais índices também flertavam com novos picos em dois anos no momento em que a Bovespa encerrava os negócios, em meio a notícias de fusões e aquisições.

No Ibovespa, o setor de construção civil, o de pior desempenho na segunda-feira, recuperou-se com força, colocando cinco representantes entre as melhores do índice. Em destaque, Cyrela saltou 6,74 por cento, para 19,80 reais. Em seguida apareceram Gafisa, MRV e Rossi Residencial, com avanço de 4,8 a 5 por cento.

O mesmo aconteceu com as fabricantes de aço, que haviam caído na véspera. Gerdau Metalúrgica puxou a fila, com ganho de 4,73 por cento, cotada a 27,65 reais.

Papéis de outras companhias ligadas ao mercado doméstico também se sobressaíram. Das varejistas, Lojas Renner cresceu 4,24 por cento, para 56,50 reais. Entre os bancos, Itaú Unibanco foi o líder, com avanço de 2,3 por cento, a 38,53 reais.

As blue chips deram sustentação ao movimento. A ação preferencial da Vale ganhou 1,1 por cento, negociada a 50,35 reais, enquanto a da Petrobras evoluiu 0,78 por cento, a 25,77 reais.

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