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De Trump ao príncipe hacker: o que moverá a bolsa hoje

PUBLICADO EM: 22.1.20 | 6H44
ATUALIZAÇÃO: 22.1.20 | 7H09
Investidores devem se concentrar em temas internacionais, como a ameaça do vírus, o impeachment de Trump e até o hackeamento de Jeff Bezos

Bolsa de São Paulo: nesta terça-feira, a ameaça do vírus foi a principal responsável por derrubar as bolsas mundo afora — o Ibovespa caiu 1,54%

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Da Redação

Repórter da Exame



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São Paulo — Entre Trump, vírus e hackers, uma variada leva de notícias internacionais deve concentrar as atenções de investidores e analistas nesta quarta-feira.

A começar pelos desdobramentos do coronavírus chinês que tem se espalhado de forma preocupante. Nove chineses já morreram infectados pelo vírus que provoca uma forte pneumonia. Uma possível vítima já foi identificada nos Estados Unidos.

A proximidade do ano novo chinês, na sexta-feira, quando centenas de milhares de pessoas viajam dentro e fora do país, ajudou a aumentar a tensão.

Nesta terça-feira, a ameaça do vírus foi a principal responsável por derrubar as bolsas mundo afora — o Ibovespa caiu 1,54%. Uma boa notícia: a impressão de que as autoridades chinesas agiram rápido para dirimir a ameaça fez a bolsa de Xangai estancar as quedas e subir 0,01% nesta quarta-feira.

Outro assunto central hoje é o processo de impeachment do presidente americano, Donald Trump. Neste caso, porém, os desdobramentos tendem a ser positivos para a bolsa. O primeiro dia de julgamento no Senado, que terminou na madrugada de hoje, seguiu dentro do previsto.

O Senado, dominado pelo partido republicano, negou por 53 votos a 47 três pedidos para apresentação de documentos, e também vetou a convocação do chefe de gabinete de Trump, Mike Mulvaney.

Pelo mesmo placar os senadores também aprovaram o rito proposto pelo líder da maioria, Mitch McConnell, que deve manter as coisas sob controle para Trump. Ontem, no fórum econômico de Davos, Trump voltou a afirmar que “não fiz nada de errado”, no caso que investiga um pedido seu de que a Ucrânia investigasse o democrata Joe Biden em troca e ajuda militar.

As negociações de hoje também devem ser influenciadas por notícias envolvendo duas gigantes. No Brasil, há expectativa para saber como os investidores vão reagir ao indiciamento do ex-CEO da mineradora Vale e de um grupo de executivos da empresa. Ontem, as ações da Vale chegaram a cair 2,82%, devolvendo o valor de mercado para baixo do patamar pré-Brumadinho. A Vale é responsável por 8% do Ibovespa.

Nos Estados Unidos, a dúvida é como uma nova notícia pessoal envolvendo Jeff Bezos afetará o valor de mercado da gigante de ecommerce Amazon. Ontem, o jornal Guardian revelou que o príncipe saudita Mohammed Bin Salman hackeou o celular de Bezos em 2018.

O caso pode estar ligado à cobertura que Jamal Khashoggi, jornalista morto pelo regime saudita, fazia para o jornal de Bezos, o Washington Post. Salman também pode estar por trás da divulgação de intimidades de Bezos que levaram ao fim de seu casamento. A Amazon vale 940 bilhões de dólares.

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