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Dólar fecha em alta com expectativa de novos cortes de juros

PUBLICADO EM: 6.8.20 | 17H00
ATUALIZAÇÃO: 6.8.20 | 17H48
Comunicado do Copom propiciou leituras divergentes no mercado; cenário externo negativo pressiona real
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Dólar avança 0,9% e encerra vendido a 5,343 reais

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, 6, após o Comitê de Política Monetária (Copom) renovar a mínima histórica da taxa básica de juros Selic para 2% ao ano e dar margem a diferentes interpretações sobre a próxima decisão de juros, na reunião de setembro. O dólar comercial subiu 0,9% e encerrou sendo negociado a 5,343 reais. Com variação semelhante, o dólar turismo encerrou cotado a 5,64 reais. A moeda americana também se valorizou contra outras divisas emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo e a lira turca.

Por aqui, os investidores repercutiram o comunicado do Copom. Parte dos analistas interpretaram que a autoridade monetária encerrou o ciclo de cortes, enquanto a outra parte acredita que a porta ainda está aberta para novas quedas da Selic.

“Tiveram interpretações variadas no mercado. Mas tudo vai depender do que vai acontecer com a economia daqui até setembro”, diz Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti.

Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos, vê com preocupação os cortes de juros. “A gente não pode se igualar ao mercado internacional, porque a gente não tem economia tão forte quanto os países desenvolvidos. Vamos ver como vai ficar a atração de moeda para cá”, afirma.

Novos cortes de juros tendem a enfraquecer a moeda local, já que os títulos de renda fixa ficam menos atrativos, afastando a entrada de capital estrangeiro nessa frente.

No radar dos investidores também esteve os dados semanais de pedido de seguro desemprego nos EUA, que ficaram em 1,186 milhão ante a expectativa de 1,415 milhão. Mesmo melhor do que o esperado, os números tiveram pouco efeito sobre o mercado de câmbio.

As falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, contrárias à criação de uma nova CPMF e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, favoráveis à manutenção do teto de gastos, tiveram efeitos positivos sobre a bolsa de valores, que fechou em alta, mas o impacto no mercado de câmbio foi limitado.


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