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Dólar cai pelo 3º dia seguido e fecha a R$ 1,669

PUBLICADO EM: 13.1.11 | 16H16
Por Márcio Rodrigues São Paulo - O dólar comercial recuou hoje pelo terceiro dia seguido e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,669, baixa de 0,42%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista cedeu 0,48% e encerrou a sessão a R$ 1,6682. O euro comercial subiu […]
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Por Márcio Rodrigues

São Paulo - O dólar comercial recuou hoje pelo terceiro dia seguido e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,669, baixa de 0,42%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista cedeu 0,48% e encerrou a sessão a R$ 1,6682. O euro comercial subiu 1,36% no dia e fechou a R$ 2,23.

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 1,13% para R$ 1,797 (venda) e R$ 1,683 (compra). O euro turismo caiu 0,26% para R$ 2,317 (venda) e R$ 2,193 (compra).

Os leilões de títulos de países da zona do euro, ontem e hoje, e a demanda por esses papéis foram recebidos com otimismo pelo mercado, o que explica a forte valorização do euro ante o dólar. Tal cenário poderia ter gerado uma apreciação ainda mais consistente do real hoje, mas as medidas já adotadas pelo governo e as ações que ainda podem vir pela frente na área cambial limitam a queda do dólar no âmbito doméstico.

"O mercado aqui deixa de acompanhar esses movimentos (valorização do euro) por conta das medidas já anunciadas e também pelas ações que podem ser adotadas se, eventualmente, o dólar continuar em queda", comenta José Carlos Amado, da Renascença Corretora. Ainda segundo ele, pelos dados do fluxo cambial positivo revelados ontem, "os bancos já começaram a desmontar as posições vendidas em dólar", o que ajuda a conter a queda da divisa dos EUA.

O fluxo cambial na primeira semana de janeiro foi positivo em US$ 4,099 bilhões. Nesse período, o Banco Central comprou quase US$ 1,4 bilhão, o que indica, segundo operadores, que a diferença foi absorvida pelos bancos. Na primeira semana do ano, a autoridade monetária anunciou a criação de depósito compulsório de 60% sobre posições vendidas em dólar que superem US$ 3 bilhões ou o patrimônio de referência do investidor e deu prazo de 90 dias para adequação.

O Banco Central fez apenas um leilão de compra de dólares hoje, no começo da tarde, e fixou taxa de corte em R$ 1,671. As reservas internacionais do País subiram US$ 198 milhões ontem, segundo o BC. Com a elevação, o montante passou para US$ 290,134 bilhões no conceito de liquidez internacional.

Mas o grande destaque no mercado de câmbio é o euro. A moeda, que valia US$ 1,3135 no fim da tarde de ontem em Nova York, saltou para US$ 1,3364 às 16h45. Tamanho fôlego se deve à boa demanda nos leilões de títulos de países periféricos da Europa e aos dados negativos dos Estados Unidos. Depois do sucesso de Portugal no leilão de ontem, hoje pela manhã a Espanha vendeu 3 bilhões de euros em bônus de cinco anos, o teto da faixa pretendida. O Tesouro da Itália vendeu 6 bilhões de euros em bônus, também o máximo planejado no leilão.

Nos Estados Unidos, porém, o número de trabalhadores que entrou pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 35 mil, para 445 mil, após ajustes sazonais, na semana até 8 de janeiro. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 2 mil solicitações.

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