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Dólar comercial abre em baixa de 0,18%, a R$ 1,673

PUBLICADO EM: 13.1.11 | 9H21
Por Cristina Canas São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,18%, negociado a R$ 1,673 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,65% e foi cotada a R$ 1,676 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista […]
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Por Cristina Canas

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,18%, negociado a R$ 1,673 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,65% e foi cotada a R$ 1,676 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu hoje em queda de 0,35%, a R$ 1,6705.

Hoje, o mercado observa o exterior e o fluxo de recursos para definir o rumo das cotações do dólar ao longo do dia. Lá fora, a moeda norte-americana não encontrava rumo único diante das moedas emergentes nesta manhã. Isso porque os países europeus com dívidas a rolar nesta semana passaram pelo teste, mas nem tanto. Espanha e Itália venderam títulos na quantidade pretendida, mas tiveram que pagar mais por isso. Ontem, Portugal também fez seu leilão de bônus, que foi bem recebido pelo mercado, porque o juro foi um pouco menor que o esperado.

As bolsas europeias exibem rumos dispares em todo o mundo, mostrando que não existe euforia. Os investidores continuam comemorando cada evento favorável mais por ele não se somar às ameaças do que por sinalizar que o caminho para a solução da crise foi encontrado. Até porque, nessa relativa estabilidade dos mercados em relação à Europa estão computadas, mais do que a rolagem das dívidas, as expectativas de linhas de auxílio maiores, que estão em discussão.

Por isso, o mercado aguarda hoje com cautela a definição de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e espera, mais ansioso ainda, as declarações do presidente da autoridade monetária europeia, Jean-Claude Trichet. Os participantes dos mercados vão ficar de olho em qualquer comentário sobre dívidas soberanas e sobre compras de bônus pelo BCE.

O foco também recai sobre os Estados Unidos. Os mercados, que têm apostado na ideia de que a recuperação nos EUA é mais firme que a da Europa receberam hoje um golpe. A agência de classificação de risco Standard & Poor's avisou que não descarta mudar a perspectiva de seu rating (classificação de risco) da dívida soberana dos EUA por causa da recente deterioração da situação fiscal do país. O país tem atualmente o rating AAA com perspectiva estável.

A reação dos mercados a essa notícia foi imperceptível, mas aumentou a cautela com que os indicadores de hoje e amanhã são aguardados. A agenda prevê a divulgação dos dados de auxílio-desemprego, preços ao produtor e balança comercial hoje. O mais importante fica para amanhã: preços ao consumidor, produção industrial e estoques, entre outros indicadores.

No Brasil, merecem destaques os dados de fluxo cambial do Banco Central (BC) no ano, divulgados ontem. O saldo cambial ficou positivo em US$ 4,099 bilhões na primeira semana de 2011. No período, o BC comprou somente US$ 1,364 bilhão. Ou seja, o mercado ficou com o restante para poder ajustar suas posições vendidas às nova regras de compulsórios que penalizará quem estiver exporto acima de US$ 3 bilhões ou do patrimônio de referência (PR).


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