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Dólar sobe 1% por exterior e expectativa de intervenção

PUBLICADO EM: 20.3.12 | 11H11
Na máxima do dia, a divisa dos Estados Unidos atingiu R$ 1,8366
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São Paulo - O dólar operava em forte alta ante o real na manhã desta terça-feira, refletindo a aversão ao risco nos mercados internacionais e a apreensão dos investidores acerca da possibilidade de novas intervenções do governo no mercado de câmbio. Às 10h43 (horário de Brasília), o dólar subia 1,03 por cento, cotado a 1,8294 real para venda.

Na máxima do dia, a divisa dos Estados Unidos atingiu 1,8366 real. Os mercados internacionais seguiam apreensivos após informações de que a demanda da China por matérias-primas pode estar desacelerando. "As bolsas europeias negativas por causa das notícias da China são o principal motivo para essa alta do dólar", afirmou o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.

A mineradora anglo-australiana BHP Billiton sinalizou nesta terça-feira que a demanda do gigante asiático por minério de ferro está diminuindo, mas a maior mineradora do mundo afirmou que, por enquanto, manterá os planos de expandir a produção. O Ministério das Finanças da China informou que o lucro das empresas estatais não-financeiras na China caiu 10,9% nos primeiros dois meses de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, no primeiro declínio desde novembro de 2009.

Trabbold destacou ainda que, no cenário doméstico, os investidores alimentavam expectativas de novas intervenções do governo no mercado de câmbio, lembrando as declarações do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. O secretário afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que o governo negocia o pagamento antecipado de 2,9 bilhões de dólares de empréstimo do Banco Interamericana de Desenvolvimento (BID). A medida é parte de uma movimentação do Tesouro para ajudar o governo a enfrentar a chamada "guerra cambial".

Já no último dia 8, Augustin havia indicado que o Tesouro Nacional pode ir a mercado para adquirir mais 7,5 bilhões de dólares e quitar o vencimento integral da dívida externa que vence até 2015, ou até mesmo mais longe, a partir de 2016. Na ocãsião, ele também citou a possibilidade de o país realizar emissões externas em real.

Na segunda-feira, a divisa norte-americana registrou alta de 0,40 por cento no fechamento, a 1,8107 real na venda. Há seis sessões consecutivas, o dólar encerra acima do patamar de 1,80 real, o que, segundo Trabbold, configura um novo piso de negociação da moeda. "O mercado está trabalhando ao redor de 1,80 real porque entende que é isso que o Banco Central quer", disse o operador.

"Ninguém quer arriscar sabendo que o BC pode entrar (no mercado) e elevar o valor da moeda", emendou. Em relação a uma cesta de moedas, o dólar subia 0,19 por cento, enquanto o euro tinha perdas de 0,05 por cento, cotado a 1,3230dólar. Moedas de perfil semelhante ao real, como o dólar australiano e dólar neo-zeolandês , cediam mais de 1 por cento em relação à divisa dos Estados Unidos. No mercado acionário, o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 desvalorizava-se 1,16 por cento e o S&P 500, dos Estados Unidos, recuava 0,63 por cento.

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