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Fitch coloca empreiteiras em observação negativa

PUBLICADO EM: 19.11.14 | 19H47
Medida reflete as preocupações da agência sobre o impacto financeiro e nos negócios diante de alegações de corrupção nos contratos com a Petrobras
Obras na Refinaria Abreu e Lima (Refinaria do Nordeste- Rnest) em Ipojuca, em Pernambuco, em uma foto de 2013

Obras na Refinaria Abreu e Lima, uma das envolvidas nos escândalos da Petrobras

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São Paulo - A agência de classificação de risco Fitch colocou todas as empreiteiras brasileiras em observação negativa.

A medida reflete as preocupações da agência sobre o impacto financeiro e nos negócios diante de alegações de corrupção nos contratos entre a Petrobras e múltiplas empresas do setor.

A agência também rebaixou o rating da Mendes Júnior Trading e Engenharia em moeda doméstica e estrangeira para B-, de B. Na escala nacional, o rating passou de BBB para BB.

De acordo com a Fitch, a Mendes Júnior é "a empresa mais vulnerável no setor, na percepção do mercado, devido a sua fraca posição de liquidez".

Em 30 de junho, o saldo de caixa da companhia era de R$ 50 milhões e tinha R$ 189 milhões em dívida de curto prazo. A empresa permanece em observação negativa.

As principais áreas de preocupação incluem o impacto financeiro nas empreiteiras em um ambiente operacional mais desafiador devido à alta concentração de contratos com o governo e potenciais suspensões, atrasos ou baixas contábeis devido a contratos com a Petrobras.

Também foram destacadas pela Fitch prováveis penalidades financeiras e uma redução do acesso a fundos de bancos privados, mercados de capitais, e entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A decisão da Fitch inclui as empresas Camargo Correa, CCSA Finance Limited, Construtora Andrade Gutierrez, Andrade Gutierrez International, Construtora Norberto Odebrecht, Odebrecht Finance Limited, OAS, Construtora OAS, OAS Investments GmbH, Construtora Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

Segundo a agência, o setor também pode ser afetado por uma lentidão no ritmo de acordos de concessões, uma vez que as construtoras muitas vezes atuam como investidores, operadores e ou prestadores de serviços.

Uma inabilidade de certas companhias em participar de futuros projetos com o governo também preocupa a Fitch.

O grau de impacto do ambiente operacional cada vez mais negativo varia de acordo com cada empresa.

A agência afirmou que "espera mais clareza sobre estas questões dentro de seis meses e as classificações individuais serão ajustados em conformidade (com o cenário)".

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