Exame Invest
Mercados

Ibovespa vira e fecha em alta depois de ficar abaixo dos 100 mil pontos

PUBLICADO EM: 20.8.20 | 14H00
ATUALIZAÇÃO: 20.8.20 | 17H37
Expectativa de manutenção de veto presidencial que impede reajuste salarial de servidores melhora humor dos investidores, preocupados com o risco fiscal
ibovespa

Bolsa: Ibovespa sobe 0,61% e fecha em 101.465 pontos

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

A bolsa brasileira fechou em alta nesta quinta-feira, 20, com a expectativa de que a Câmara dos Deputados mantenha o veto presidencial que impede o reajuste salarial de servidores. No início do pregão, o Ibovespa, principal índice da B3, caiu para baixo de 100.000 pontos, refletindo a queda do veto no Senado. O índice só foi entrar no campo positivo, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmar ser “muito importante” a manutenção do veto. O Ibovespa subiu 0,61% e encerrou em 101.467,87 pontos.

Desde o início da semana, os temores sobre a condução fiscal no país têm ganhado força no mercado financeiro. Em Brasília, o próprio Paulo Guedes demonstrou seu descontentamento com os senadores, dizendo que esse foi “um péssimo sinal”, e pior, “um desastre”.

"Foi o pior sinal que podiam dar. A manutenção do Guedes e o cumprimento do teto de gastos são duas coisas relacionadas. Quando ele chegar em um ponto que perceba que não está mais sendo útil no governo, ele cai fora. Nesta semana, o aspecto fiscal está pegando muito no mercado", comenta Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

As bolsas americanas, que iniciaram o dia em queda, também passaram a subir, após o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmar que os Estados Unidos seguem comprometidos com a primeira fase do acordo comercial com a China. O índice S&P 500 avançou 0,32% e o Nasdaq, 1,06%.

Na Europa, o índice Stoxx 600 fechou em queda de 1%, refletindo o pessimismo do Federal Reserve expresso na ata da última reunião de política monetária americana, divulgada na véspera, quando os mercados europeus já estavam fechados. A ata jogou mais preocupação com o ritmo de recuperação da atividade econômica nos Estados Unidos, o que já é observado em dados de consumo”, diz Arthur Mota, economista da EXAME Reserach

Confirmando a visão mais pessimista do Federal Reserve, os dados semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos frustraram a expectativa do mercado, que esperava que o número se mantivesse abaixo do 1 milhão. Foram registrados 1.106 milhão de pedidos ante 971.000 na última semana.

Destaques

Entre as ações com maior peso no Ibovespa, as da B3 se avançaram 4,65% e encerraram na ponta positiva, ajudando a impulsionar o índice. Na sequência, Multiplan, Cyrela e Renner subiram 3,9%, 3,74% e 3,42%, respectivamente. Os papéis da Suzano, que chegaram a liderar as altas com a apreciação do dólar como pano de fundo, encerraram com valorização de 3,2%.

Já as ações da Magazine Luiza tiveram o pior desempenho do Ibovespa, recuando 2,62%, com parte dos investidores realizando lucros, após o papel bater a máxima histórica, chegando aos 90 reais nesta semana. O ativo encerrou cotado a 87,35 reais. A segunda maior queda do dia ficaram com os papéis da Sabesp, que caíram 2,39%, ainda refletindo o pessimismo sobre o projeto de capitalização do governo do estado de São Paulo, que, na opinião dos investidores, deixa a privatização ainda mais distante.

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame