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Ibovespa fecha em queda de 1,63% por realização de lucros

PUBLICADO EM: 6.5.15 | 17H52
A Bovespa fechou em queda hoje, com um movimento de realização de lucros principalmente com as ações da Vale e da Petrobras
Entrada da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa

Entrada da Bovespa: de acordo com dados preliminares, o Ibovespa recuou 1,85%, a 56.978 pontos

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São Paulo - A bolsa paulista fechou em queda nesta quarta-feira, com a realização de lucros principalmente nas ações da mineradora Vale e da Petrobras e o declínio nos papéis de bancos fazendo o Ibovespa quebrar sequência de três pregões de alta.

O principal índice da Bovespa recuou 1,63 por cento, a 57.103 pontos. O volume financeiro alcançou 9,3 bilhões de reais, acima da média diária deste ano, que é de quase 7 bilhões de reais.

Em sessão marcada por resultados corporativos, incertezas sobre a votação da Medida Provisória 665, que altera regras de acesso a benefícios trabalhistas e é uma das medidas no plano de ajuste fiscal do governo, adicionaram ruído aos negócios.

"O cenário político pesou com certeza e os três dias de alta ajudaram a criar uma margem maior para uma realização de lucros", disse o analista de renda variável Fabio Lemos, da gestora São Paulo Investments.

Ele também destacou efeito de declaração da titular do banco central norte-americano sobre o elevado nível de preço nos mercados acionários e indicadores econômicos negativos no Brasil e no exterior.

Janet Yellen disse nesta quarta-feira que as "valuations do mercado de ações neste momento estão de modo geral bastante elevadas". "Há perigos potenciais nisso", afirmou a chair do Federal Reserve.

DESTAQUES

VALE fechou em forte queda, com baixa de 7,87 por cento para as ações ON e desvalorização de 4,53 por cento para as PNA, após três pregões de expressiva valorização, apesar de o minério de ferro à vista na China ter superado os 60 dólares por tonelada. No mês, Vale ON ainda sobe 10,07 por cento e Vale PNA acumula ganho de 6,78 por cento.

PETROBRAS também reverteu o viés positivo da abertura, quando a preferencial avançou quase 4 por cento, e fechou com declínio de mais de 5 por cento, na primeira baixa das ações em seis pregões.

ELETROBRAS voltou a figurar entre as maiores altas do Ibovespa. Uma fonte próxima ao grupo estatal disse à Reuters que a companhia pretende vender o controle da goiana Celg D e de suas outras distribuidoras.

AMBEV terminou com acréscimo de 0,46 por cento, após subir mais de 3 por cento na primeira etapa do pregão, em meio à análise da alta de 14 por cento do lucro no primeiro trimestre, impulsionado por avanço da receita com aumento de vendas de cerveja no Brasil. CSN subiu 0,33 por cento, em sessão com resultado trimestral e decisão do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de rejeitar pedido da empresa sobre a entrada da Ternium no capital da Usiminas. As preferenciais da Usiminas, por sua vez, avançaram quase 5 por cento.

GERDAU encerrou em baixa de 4,03 por cento, após divulgar declínio de 39 por cento no lucro do primeiro trimestre.

TIM PARTICIPAÇÕES caiu mais de 5 por cento, após balanço do primeiro trimestre da empresa mostrar queda no lucro para 312,7 milhões de reais e descartar corte de pessoal como estratégia para corte de custos.

BR MALLS recuou mais de 3 por cento, após divulgar resultado trimestral mostrando prejuízo de 132,7 milhões de reais, mesmo com analistas avaliando positivamente dados das vendas mesmas lojas.

ELETROPAULO, que não faz parte do Ibovespa, disparou mais de 7 por cento, após a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propor aumento médio de 15,16 por cento nas tarifas da distribuidora.

*Texto atualizado às 17h51

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