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Mercado agora vê OGX com risco menor, diz HSBC

PUBLICADO EM: 31.1.12 | 14H20
Banco elevou o preço-alvo para as ações da companhia do empresário Eike Batista
Funcionários da OGX

Desde o pior nível em 12 meses, as ações já se recuperaram em 75%

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São Paulo – O início das atividades de produção de petróleo do primeiro poço da OGX reduziu o risco de investimento nas ações da companhia do empresário Eike Batista, ressalta um relatório do HSBC publicado nesta terça-feira assinado pela analista Anisa Redman.

“O sucesso da estreia da produção deve permitir que o mercado recupere confiança no guidance da administração”, explica a análise. Segundo Anisa, a OGX levou 2,4 anos para começar o procedimento de abertura, o que supera seus pares domésticos e internacionais.

A resposta dos investidores já começa a ser sentida no mercado (veja gráfico abaixo). No ano, a OGX (OGXP3) já subiu 17,45%, enquanto o Ibovespa avançou 8,54%. Desde o pior nível em 12 meses, atingido em 8 de agosto (9,2 reais), as ações já se recuperaram em 75%.

A empresa iniciou no sábado os procedimentos iniciais para a primeira extração de petróleo com a injeção prévia de produtos químicos no poço de Waimea, na Bacia de Campos, para tratamento preliminar do petróleo e gás a serem processados. "O fluxo de petróleo será incrementado gradualmente”, explicou a OGX.

OGXP3 x Ibovespa em janeiro:

Gráfico comparativo entre as ações da OGX e do Ibovespa no ano, até o dia 30 de janeiro


O HSBC elevou o preço-alvo para as ações de 19,50 reais para 22 reais, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 36%. A recomendação é de alocação acima da média (overweight).

“Nossa confiança deve aumentar com o sucesso na conclusão do teste de longa duração que será realizado dentro de aproximadamente seis meses”, avalia Anisa. Ela diminuiu o prêmio de risco no preço-alvo de 5 pontos percentuais para 3 pontos percentuais.

O banco lista quatro fatores que podem dar um impulso adicional às ações:

1) Sucesso no lançamento da produção, que deve permitir a reclassificação de parte dos “recursos contingentes” em “reservas”. A expectativa é de que aconteça em seis meses.

2) A quarta avaliação de recursos pela certificadora DeGolyer & MacNaughton (D&M), planejada para 2012.

3) Potencial de alta adicional da exploração, principalmente na bacia de Santos

4) Possível aquisição com valor agregado de nova área no Brasil.

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