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Ministro saudita fala sobre oferta de petróleo e preços caem

PUBLICADO EM: 20.3.12 | 14H00
Ministro afirmou que a oferta mundial está acima da demanda e que os preços de 125 dólares por barril do Brent não se justificam
Gás queima em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de Soroush no Golfo Pérsico, 1250 km ao sul de Teerã

Hoje o Irã interrompeu as exportações de petróleo para seis países europeus em retaliação pelo fato de a UE ter imposto sanções às importações do produto do país

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Doha- A Arábia Saudita, principal exportador mundial de petróleo, procurou acalmar os temores sobre os preços elevados da commodity nesta terça-feira, com seu ministro dizendo que a oferta mundial está acima da demanda e que os preços de 125 dólares por barril do Brent não se justificam, dado o estado anêmico da economia mundial.

O ministro do Petróleo saudita, Ali al-Naimi, disse que o país vem cumprindo todas as solicitações dos seus clientes e que estava pronto para elevar a produção à plena capacidade, de 12,5 milhões de barris por dia (bpd), se necessário. "Quero assegurar que não há escassez de oferta no mercado", disse Naimi a jornalistas em coletiva de imprensa em Doha, no Catar. "Estamos prontos e dispostos a colocar mais petróleo no mercado, mas é preciso comprador."

Os futuros do petróleo caíam mais de 1 por cento nesta terça-feira, diante da fala do saudita. O Brent era negociado perto de 124 dólares o barril, enquanto o petróleo nos EUA perdia 1,73 por cento, por volta das 13h30 (horário de Brasília). O petróleo está apenas cerca de 25 dólares abaixo da maior alta de todos os tempos, por conta das sanções mais rígidas do Ocidente sobre o Irã ameaçando desacelerar as exportações do país.

"Os preços do petróleo hoje são injustificáveis em uma base de oferta e demanda", disse Naimi. "Realmente não entendo por que os preços estão se comportando deste jeito." Ele disse que a oferta de petróleo superava agora a demanda em mais de 1 milhão de barris por dia, e que os clientes não estavam pedindo compras extras de petróleo.

"Do nosso ponto de vista, não tivemos nenhum cliente insatisfeito. Nós estamos atendento a todos os pedidos de cada cliente", disse Naimi. "Perguntamos aos clientes: 'Você precisa de mais?', e, invariavelmente, a resposta é: 'não, obrigado'."

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