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Oi dispara na bolsa com venda de participação

PUBLICADO EM: 15.7.13 | 14H48
A forte alta, no entanto, não é suficiente para zerar as perdas do papel em julho
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Desde janeiro, as ações preferenciais da Oi amargam perdas de 53%

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São Paulo – As ações preferenciais da Oi (OIBR4) estendiam os ganhos nesta tarde e na máxima do dia valorizavam 7,5%, valendo 3,59 reais.

O movimento é reflexo da notícia de que a companhia fechou sexta-feira, em conjunto com sua controlada BRT Serviços de Internet, um contrato com BTG Pactual YS Empreendimentos e Participações pelo qual se comprometeu a transferir para a empresa a totalidade de sua participação societária na Brasil Telecom Cabos Submarinos e suas subsidiárias, localizadas na Venezuela, Colômbia, Ilhas Bermudas e Estados Unidos, denominadas conjuntamente GlobeNet, pelo valor total de R$ 1,745 bilhão.

A Oi também fechou, em conjunto com sua controlada Telemar Norte Leste, contrato para ceder para a SBA Torres Brasil o direito de exploração comercial e uso de 2.113 torres de telecomunicações e respectivas áreas nas quais estão localizadas, em contrapartida ao recebimento do valor total de R$ 686,725 milhões.

De acordo com Karina Freitas e Daniela Martins, analisas da corretora Concórdia, em razão da elevada avalancagem enfrentada pela Oi, neste momento, ambas as notícias positivas.

As decisões fazem parte do programa de desinvestimento da companhia, que tem como missão gerar caixa, para diminuir nível de endividamento e adicionar valor a sua capacidade de pagamento de dividendos, explicam.

“Operacionalmente, acreditamos que as transações não prejudicarão seu desempenho, tendo em vista que, junto com os acordos de cessão de uso e venda dos ativos, estão sendo realizados contratos de longo prazo, com condições já garantidas para a utilização dos ativos por parte da operadora. Seguimos com nossa visão de que a excessiva penalização sobre os títulos perfaz boa oportunidade para investidores que busquem ações descontadas em bolsa”, concluem as analistas.

A forte alta, no entanto, não é suficiente para zerar as perdas do papel em julho, período no qual a desvalorização chega a 9,5%. Desde janeiro, as ações preferenciais da Oi amargam perdas de 53%, enquanto o Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, perde 24%.

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