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PANORAMA3-Bolsas testam máximas por otimismo com 2011, euro cai

PUBLICADO EM: 21.12.10 | 17H43
SÃO PAULO, 21 de dezembro (Reuters) - O otimismo com as perspectivas econômicas para 2011 contagiou as principais bolsas de valores globais nesta terça-feira, embora ameaças de corte de rating na Europa tenham mantido o euro em xeque. O índice MSCI de ações globais avançava 0,9 por cento no final da tarde, amparado pela valorização […]
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SÃO PAULO, 21 de dezembro (Reuters) - O otimismo com as
perspectivas econômicas para 2011 contagiou as principais
bolsas de valores globais nesta terça-feira, embora ameaças de
corte de rating na Europa tenham mantido o euro em xeque.

O índice MSCI de ações globais avançava 0,9
por cento no final da tarde, amparado pela valorização dos
mercados norte-americanos, que testavam novas máximas em dois
anos em meio a notícias de fusões e aquisições, perspectivas
animadores de lucros e fatores técnicos.

Enquanto isso, o indicador que mede o comportamento dos
mercados emergentes ganhava 1,2 por cento,
impulsionado pelo Ibovespa, que retomou a faixa dos 68 mil
pontos sob a batuta de papéis do setor de siderurgia, que
vinham pesando na bolsa nos últimos dias.

Mais cedo, o índice europeu FTSEurofirst 300
renovou a máxima de fechamento em 27 meses, enquanto o Nikkei
da Bolsa de Tóquio encerrou no pico em sete meses.

Na contramão dos mercados acionários, contudo, o euro
abandonava os ganhos de mais cedo e voltava a recuar ante o
dólar, após agências de classificação de risco emitirem novos
alertas sobre ratings de dívida no continente.

Nesta terça-feira, a Moody's disse que colocou vários bônus
espanhois em revisão para possível rebaixamento, após na semana
passada já ter posto a nota soberana do país em revisão, também
para eventual corte [ID:nN21263842].

A mesma agência ameaçou reduzir o rating "A1" de Portugal
em um ou dois níveis após uma revisão de três meses, citando
preocupações com as fracas perspectivas de crescimento e com os
elevados custos de financiamento. Em resposta, Lisboa disse que
fará o possível para conter os riscos citados pela Moody's
[ID:nN21262557].

Por fim, a Fitch colocou o rating "BBB-" da Grécia em
observação negativa. A observação negativa significa que há uma
elevada probabilidade de que os ratings soberanos da Grécia
possam ser rebaixados [ID:nN21268627].

Como resultado, o euro recuava abaixo da média móvel de 200
dias frente ao dólar, o que favorecia os ganhos da divisa
norte-americana ante uma cesta de moedas .

O mercado de câmbio doméstico, contudo, preferiu se
concentrar nas perspectivas de mais ingressos de recursos no
curto prazo, o que conduziu o dólar à segunda queda
consecutiva.

Parte dessas entradas se deve à expectativa de melhores
rendimentos no país no início do ano que vem, conforme crescem
as apostas de que a taxa básica de juros brasileira será
elevada a partir de janeiro.

Calcadas nessa avaliação, as projeções de juros curtas e
intermediárias avançaram, na véspera da divulgação do Relatório
de Inflação. Nem mesmo o IPCA-15 de dezembro menor que o
esperado foi suficiente para levar as taxas para baixo
[ID:nN21234381].

Na pauta local, o Banco Central reportou que em novembro o
déficit em conta corrente foi de 4,696 bilhões de dólares,
elevando o saldo negativo acumulado no ano a 43,5 bilhões de
dólares, mais de duas vezes o "rombo" de 18,4 bilhões de
dólares registrado no mesmo período de 2009 [ID:nN21240604].

Veja a variação dos principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a 1,698 real, em queda de 0,59 por cento
frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 1,41 por cento, para 68.214 pontos. O
volume financeiro na bolsa foi de 6,92 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros ganhava 2,2 por
cento, a 35.604 pontos.

JUROS

O DI janeiro de 2012 apontava 11,99 por cento ao ano, ante
11,89 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3092 dólar, ante
1,3118 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global
40, mostrava estabilidade a 135,438 por cento do valor de face,
oferecendo rendimento de 2,799 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil cedia 2 pontos, para 181 pontos-básicos. O
EMBI+ caía 3 pontos, a 247 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

A alguns minutos do fechamento, o índice Dow Jones
subia 0,6 por cento, a 11.546 pontos; o S&P 500 tinha
alta de 0,68 por cento, a 1.255 pontos, e o Nasdaq
avançava 0,72 por cento, a 2.668 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo de vencimento mais próximo
ganharam 0,45 dólar, a 89,82 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos,
referência do mercado, registrava ligeira alta, oferecendo
rendimento de 3,3321 por cento ante 3,34 por cento no
fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no
terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por José de Castro; Edição de Aluísio Alves)

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