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PANORAMA3-Bolsas zeram perdas no final, mas China dita cautela

PUBLICADO EM: 19.11.10 | 17H52
SÃO PAULO, 19 de novembro (Reuters) - Os mercados melhoraram perto do fechamento desta sexta-feira marcada pela reação à notícia de nova restrição ao crédito na China e o temor de que isso prejudique o crescimento econômico global. Ao final de uma semana marcada por problemas no setor bancário da Irlanda e expectativas de que […]
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SÃO PAULO, 19 de novembro (Reuters) - Os mercados
melhoraram perto do fechamento desta sexta-feira marcada pela
reação à notícia de nova restrição ao crédito na China e o
temor de que isso prejudique o crescimento econômico global.

Ao final de uma semana marcada por problemas no setor
bancário da Irlanda e expectativas de que Pequim anunciasse
alguma ação mirando a oferta de crédito no país, os agentes
preferiram evitar grandes apostas após a intensa volatilidade
dos últimos dias.

O banco central chinês confirmou as expectativas e disse
que elevará o depósito compulsório bancário a 18,5 por cento,
máxima recorde e segundo aumento em duas semanas, visando
conter pressões inflacionárias.

O mercado entendeu que a medida pode diminuir a demanda
chinesa, principalmente por commodities, além de preparar o
terreno para uma eventual elevação do juro [ID:nN19142981]. Não
por acaso, o índice Reuters-Jefferies CRB de matérias-primas
cedeu mais de 1 por cento.

Nem mesmo a fraqueza do dólar serviu de apoio às
commodities. A moeda norte-americana recuava no final da tarde
ante uma cesta de divisas, com o euro em leve alta diante do
otimismo com uma solução para a crise na Irlanda.

O menor receio em relação a Dublin veio depois de fontes da
União Europeia (UE) dizerem que um plano de ajuda aos
combalidos bancos irlandeses será anunciado na próxima semana.
Analistas, contudo, consideram que o socorro não será
suficiente para impedir o contágio dos problemas a outros
membros da zona do euro.

A recuperação da moeda única coincidiu com a zeragem das
perdas nas bolsas de valores dos Estados Unidos, amparadas pelo
setor de semicondutores. A melhora em Wall Street ajudou a
Bovespa a sustentar leve alta no fechamento.

No encerramento do mercado de câmbio doméstico, as praças
financeiras se mostravam mais ariscas, o que favoreceu a
discreta alta do dólar ante o real numa sessão de pouca
volatilidade. Os agentes reagiram com timidez à notícia de que
Guido Mantega seguirá no Ministério da Fazenda no governo de
Dilma Rousseff, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

A pouca variação também marcou o segmento de juros, apesar
de persistentes preocupações com a inflação. A alta de 1,20 por
cento da segunda prévia de novembro do Índice Geral de Preços
do Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV), deu motivos para as preocupações de investidores.

Também na pauta doméstica, a economia brasileira criou
204.804 postos de trabalho com carteira assinada em outubro,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged). Fou o segundo melhor resultado da série histórica para
esse mês [ID:nN19187507].

Ainda, o governo desbloqueou 8,6 bilhões de reais em
recursos do Orçamento de 2010, segundo o relatório de revisão
de despesas e receitas orçamentárias do quinto bimestre,
divulgado pelo Ministério do Planejamento. No documento, o
governo propôs excluir a Eletrobras dos cálculos de
superávit primário, a exemplo do já houve com a Petrobras.

Confira a variaça/o dos principais mercados nesta
sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a 1,719 real, em alta de 0,17 por cento
frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 0,16 por cento, para 70.897 pontos. O
volume financeiro na bolsa foi de 5,04 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros recuava 0,27 por
cento, a 35.479 pontos.

JUROS

No call das 16h, o DI janeiro de 2012 apontava 11,65 por
cento ao ano, ante 11,64 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3677 dólar,
ante 1,3644 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global
40, caía a 138,813 por cento do valor de face, oferecendo
rendimento de 2,293 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil ficava estável em 175 pontos-básicos. O
EMBI+ também não se mexia, marcando 244 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

A alguns minutos do fechamento, o índice Dow Jones
subia 0,13 por cento, a 11.196 pontos; o S&P 500 tinha
alta de 0,17 por cento, a 1.198 pontos, e o Nasdaq
ganhava 0,14 por cento, a 2.517 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo de vencimento mais próximo
cedeu 0,34 dólar, ou 0,42 por cento, a 81,51 dólares por
barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos,
referência do mercado, tinha leve alta, oferecendo rendimento
de 2,8713 por cento ante 2,901 por cento no fechamento
anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no
terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por José de Castro; Edição de Aluísio Alves)

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