MERCADOS

Seguindo NY, Ibovespa recua mais de 1%

PUBLICADO EM: 3.10.13 | 14H46
Depois de um avanço forte na quarta-feira, os papéis da Oi eram as principais baixas do índice nesta quinta
Bolsa de valores de São Paulo, a Bovespa

Bovespa:  às 13h41, o Ibovespa tinha variação negativa de 1,17 por cento, a 52.478 pontos. O giro financeiro do pregão era de 2,4 bilhões de reais

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São Paulo - O principal índice da Bovespa acelerava queda na tarde desta quinta-feira, conforme a indefinição continuava a assolar os mercados no terceiro dia de paralisação do governo norte-americano e com os papéis da operadora Oi recuando com força. Às 13h41, o Ibovespa tinha variação negativa de 1,17 por cento, a 52.478 pontos. O giro financeiro do pregão era de 2,4 bilhões de reais.

Depois de um avanço forte na quarta-feira, os papéis da Oi eram as principais baixas do índice nesta quinta, com o mercado reavaliando os desdobramentos da fusão da operadora brasileira com a Portugal Telecom. "No anúncio da fusão, houve uma certa euforia, o pessoal saiu comprando, achando que a ação estava barata e ia ter vantagem. Mas agora está analisando a complexidade da operação e a dívida da empresa, que vai ser maior", afirmou o analista Henrique Kleine, da Magliano Corretora.

Na noite de quarta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou o rating BBB- em escala global da Oi em observação negativa, citando métricas de crédito mais fracas para a nova empresa do que as expectativas atuais para a Oi. O Ibovespa abriu a sessão no azul, mas passou a seguir a direção das bolsas nova-iorquinas, onde investidores se ressentiam da falta de progresso nos debates para tirar o governo dos EUA de sua primeira paralisação em 17 anos.

Segundo estimativas do Goldman Sachs, uma paralisação de curto prazo pode reduzir o crescimento da economia dos Estados Unidos em cerca de 0,2 ponto percentual, enquanto uma interrupção mais longa, com duração de semanas, pode diminuir o crescimento em 0,4 ponto percentual. Além disso, dava um viés negativo aos negócios o fato de a agência de classificação de risco Moody's ter reduzido a perspectiva do rating soberano brasileiro para "estável", de "positiva", citando a deterioração da relação dívida/PIB, o nível dos investimentos e o fraco crescimento. Os papéis de construtoras, cujo peso no Ibovespa é alto, também contribuíam para puxar o índice para baixo.

Ainda no setor de telecomunicações, as ações da TIM Participações tinham alta de mais de 2 por cento. Franco Bernabè, presidente do Conselho de Administração e presidente-executivo da Telecom Italia, dona da TIM, renunciou ao cargo em reunião nesta quinta-feira, sem apresentar motivos.

Na avaliação do mercado, um novo presidente-executivo eleva a possibilidade de que a Telecom Italia coloque a TIM à venda.

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