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Taxas futuras de juros fecham o dia em baixa com Levy

PUBLICADO EM: 13.1.15 | 16H19
No fim do pregão regular na BM&F Bovespa, O DI para abril de 2015 (79.620 contratos) tinha taxa de 12,204%, de 12,229% no ajuste anterior
O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em cerimônia de posse no auditório do Banco Central

Joaquim Levy: ministro falou sobre "realismo tarifário" para setor elétrico

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São Paulo - As taxas de juros futuras fecharam em queda nesta terça-feira, 13, afetadas pelas declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que reforçou seu compromisso com o ajuste fiscal.

No fim do pregão regular na BM&F Bovespa, O DI para abril de 2015 (79.620 contratos) tinha taxa de 12,204%, de 12,229% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2016 (225.895 contratos) registrava taxa de 12,67%, na mínima, ante 12,75% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2017 (252.245 contratos) fechou com taxa de 12,47%, de 12,58% no ajuste da segunda-feira.

O DI para janeiro de 2021 (59.925 contratos) tinha taxa de 12,09%, ante 12,17% no ajuste de ontem.

As taxas futuras iniciaram a sessão com viés de alta, em meio a preocupações com a inflação e política fiscal, após a presidente Dilma Rousseff autorizar a redução de um pacote de subsídios ao setor elétrico - implementado dois anos atrás e que permitiu uma diminuição das contas de luz -, que resultará, agora, em aumento das tarifas.

Além do efeito inflacionário, comentava-se nas mesas de operação sobre o possível socorro, de R$ 2,5 bilhões, dos bancos públicos ao setor, uma vez que o Tesouro Nacional deixaria de fazer um aporte de R$ 9 bilhões, que estava previsto para 2015.

No entanto, declarações de Levy, de que as políticas fiscal e monetária devem caminhar juntas, agradaram ao mercado.

Durante café da manhã com jornalistas, o ministro falou também sobre "realismo tarifário" para setor elétrico, confirmando que o Tesouro Nacional não fará mais o aporte de despesas orçamentárias de R$ 9 bilhões para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que bancou a política de redução da energia elétrica do setor implementada pela presidente Dilma no primeiro mandato.

O clima mais calmo no exterior, com as bolsas internacionais operando em alta, apesar de um novo recuo dos preços do petróleo, também contribuiu para o recuo dos juros domésticos, segundo avaliação de operadores.

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