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Como Nath Finanças investe na bolsa

PUBLICADO EM: 29.7.21 | 6H20
ATUALIZAÇÃO: 28.7.21 | 17H22
A influenciadora Nathália Rodrigues começou a investir na B3 no ano passado e já recebe mais de R$ 4 mil em dividendos
Nath Finanças

Nath Finanças: “Eu me achava conservadora. Passava longe da renda variável” (LEO AVERSA)

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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Aos 22 anos, Nathália Rodrigues, é uma das influenciadoras de finanças mais conhecidas no país. Com foco na população de baixa renda, profissionais que ganham até um salário mínimo, estagiários e microempreendedores, Nath Finanças, como é conhecida na internet, tem mais de 600 mil seguidores (instagram e Youtube). Seu conteúdo visa explicar conceitos básicos da economia, orçamento doméstico, como se livrar das dívidas, aumentar o score de crédito etc. A jovem de Nova Iguaçu, baixada fluminense, foi a única brasileira na lista da Fortune dos 50 maiores líderes do mundo. 

Há dois anos, ela deixou o seu estágio em Administração de Empresas, para virar empreendedora e presidente da sua própria empresa. Rodrigues se interessou pelas finanças ainda na faculdade após as aulas de matemática financeira e começou a pesquisar sobre como lidar melhor com o dinheiro. Encontrou uma linguagem pouco acessível, sem exemplos do dia a dia. “Tudo era como guardar seis meses de salário ou chegar ao primeiro milhão. Era muito longe da minha realidade.”

Ela explica que para quem ganha pouco é muito difícil guardar dinheiro, mas ela incentiva que seus seguidores guardem, nem que seja 10 reais, quando der. O hábito de tentar guardar dinheiro começou aos 18 anos, quando sua mãe abriu uma caderneta de poupança. A ideia era guardar uma quantia sempre que conseguisse. “Eu guardava 10 reais, 20 reais até 100 reais. O problema é que eu sacava sempre que surgia uma emergência. A poupança não rendia e eu ainda sacava o dinheiro.” 

 

Pensando na melhor maneira de poupar, a jovem se interessou pelo Tesouro Direto. O primeiro investimento foi em 2018 e foi cerca de 80 reais. Todo dinheiro que sobrava, tanto do salário que recebia quanto da venda direta de cosméticos para conhecidos, ela investia. Além do rendimento do Tesouro ser maior do que o da poupança, a jovem diz que não ficava tentada a sacar o dinheiro porque o resgate do valor não era na hora.

Após aprender sobre o Tesouro, Rodrigues foi estudar outros tipos de investimentos, como CDB, LCI e LCA. Um dos grandes incentivadores para que ela ampliasse o leque de investimentos foram as contas digitais, já que muitas oferecem investimentos dentro do próprio aplicativo. “Eu me achava conservadora. Passava longe da renda variável.”

Primeiras ações 

Segundo Nath Finanças, o medo de investir na bolsa era por falta de conhecimento. Ela decidiu estudar sobre os tipos de investimento e pediu orientação para Louise Barsi, economista e analista CNPI. No começo de 2020, ela comprou a primeiras ações, como da empresa Oi. “Era uma ação que estava barata. E comprei para aprender. Queria saber se eu tinha emocional para investir na bolsa.” As ações acabaram se valorizando devido à disputa das empresas de telefonia pela companhia e a jovem acabou lucrando. “Investi 50 reais e ganhei muito mais.” 

Com medo inicial superado, Rodrigues resolveu que montaria sua carteira focada em dividendos e no longo prazo, como havia aprendido com Louise Barsi. “É a minha carteira previdenciária na bolsa. É um dinheiro guardado para os próximos anos." A jovem conta ainda que analisa a questão ESG (sigla que representa as práticas ambientais, sociais e de governança). "Os valores da empresa têm que combinar com os meus."

Com a chegada da pandemia e os sucessivos "circuit breakers", Rodrigues disse que respirou fundo e aproveitou o momento para comprar mais ações. "Eu não fiquei desespearada. Ao contrário, fui comprar mais. Tudo estava barato." Seis meses depois, com a recuperação gradual da bolsa, o valor que ela tinha investido dobrou. Entre os setores que ela investe estão varejo, energia, bancário e alimentos/bebidas. 

Satisfeita com seus investimentos iniciais, a jovem decidiu investir uma parte do lucro da sua empresa na bolsa e do seu pró-labore. Ela conta que o ano de 2020 foi um dos melhores da sua vida profissional. “Eu estourei. Fechei muitos contratos e de longo prazo.” Atualmente, ele investe cerca de 10 mil e 20 mil reais na bolsa todos os meses. “Já recebi 4 mil reais de dividendos”, comemora. Além de ações, a jovem investe em criptomoedas (Bitcoin e Ethereum). “Eu invisto um pouco pensando em diversificação. Mas eu prefiro a bolsa porque eu estudei mais sobre o assunto.”

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame


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