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Fintech Educbank lança calculadora inédita de inadimplência escolar 

PUBLICADO EM: 7.3.21 | 9H25
ATUALIZAÇÃO: 7.3.21 | 12H08
Plataforma financeira, que cuida da gestão escolar, lança calculadora para ajudar o setor da educação no país
Educbank

(ESTADAO CONTEUDO)

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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A fintech Educbank lançou, na última semana, uma calculadora de inadimplência escolar. A ferramenta, inédita para o setor, é gratuita e visa ajudar os donos/gestores de escolas a entender quanto a inadimplência afeta a saúde financeira da instituição. 

A calculadora está no site do Educbank. Para preencher basta incluir dados simples como número de alunos, valor da mensalidade, número de empregados no departamento financeiro (responsável pela cobrança em casos de inadimplência), a taxa de juros ao mês em dívidas de curto prazo, alíquota de impostos incidentes no faturamento bruto da escola, entre outros. A calculadora aponta os custos totais e os percentuais incorridos em função da inadimplência.  

Em entrevista à EXAME, Lars Janér, diretor-presidente do Educbank, explicou que o assunto inadimplência dentro das escolas ainda é tratado de maneira velada. Um dos motivos é o desconforto dos gestores em cobrar o responsável financeiro pela mensalidade e o outro é a falta de conhecimento do cálculo exato de quanto a inadimplência impacta. 

“A maioria nunca parou para fazer este cálculo. Os gestores de escolas sabem que a inadimplência fica em torno de 2%, mas não colocam na conta, por exemplo, quanto tempo alguém que trabalha na escola ficou no processo de cobrança ou quanto pagou de juros no banco.” Ele destaca ainda que a inadimplência no setor da educação é sazonal. “Geralmente, no final do ano, para realizar a rematrícula, os pagamentos atrasados são quitados. Os pais querem manter os filhos na escola.”  

Fabíola Overrath, diretora de operações do Educbank, acrescenta ainda que a maneira que as escolas lidam com a inadimplência é reflexo do perfil do negócio no país. Segundo ela, ao contrário da educação superior, em que existem grandes conglomerados, a gestão de escolas ainda é muito pulverizada. “Geralmente, são escolas pequenas, de bairro, que cobram menos de um salário mínimo em mensalidade e a gestão do negócio é feita pelo dono.”

Diante deste perfil, as escolas ainda enfrentam outro problema, a dificuldade de acesso ao crédito. Segundo a fintech, os bancos não entendem as necessidades específicas deste tipo de negócio. “As escolas têm dificuldades em entender seus dados financeiros. É uma dificuldade comum entre os pequenos negócios no país.” 

A fintech surgiu daí. Ela é uma plataforma financeira que banca as mensalidades não pagas e cuida da gestão da escola. Ela oferece o capital e em troca cobra uma taxa sobre o valor da mensalidade. Fundada em 2020, recebeu duas rodadas de investimento e, nos próximos dois anos, estima que irá direcionar mais de R$ 1 bilhão para apoiar financeiramente escolas em todo o país. 

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame


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