Minhas Finanças

Fintech Grão vai oferecer microcrédito para poupador atingir metas

PUBLICADO EM: 20.5.21 | 5H57
ATUALIZAÇÃO: 20.5.21 | 9H03
Startup que atua com microinvestimento vai oferecer crédito para clientes que começarem a poupar e percorrerem jornada de uso consciente de serviços financeiros
Monica Saccarelli, fundadora e CEO da fintech Grão, e Frederico Meinberg CEO da Cacau Crédito | Crédito: Leandro Fonseca

Monica Saccarelli, fundadora e CEO da fintech Grão, e Frederico Meinberg, CEO da Cacau Crédito | Foto: Leandro Fonseca/EXAME

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 3MIN

A educação financeira é uma das áreas que mais demandam atenção das fintechs. Não é por acaso. Costuma ser o caminho mais eficiente para o início de uma vida financeira sustentável, em que as dívidas são substituídas pelo hábito de chegar ao fim do mês no zero a zero e, posteriormente, começar a investir. De olho nessa jornada, a fintech Grão acaba de acertar uma parceria com a Cacau Crédito para oferecer microcrédito para os seus clientes.

Comece a poupar e alcance a sua liberdade financeira. Veja como com a EXAME Academy

O microcrédito será oferecido com taxas de juros abaixo das de mercado com base no perfil dos clientes, para que eles possam antecipar a conquista de objetivos para os quais guardam dinheiro: viajar, comprar uma moto ou carro ou dar uma entrada para a casa própria estão entre os motivos mais citados pelos clientes da fintech.

"Vamos antecipar o objetivo, o sonho do cliente. Em vez de montar uma operação de microcrédito dentro da Grão, acertamos a parceria com a Cacau. Ou seja, o nosso cliente começa a guardar dinheiro e, conforme o comportamento dele, consegue ter acesso ao microcrédito", diz Monica Saccarelli, fundadora e CEO da Grão.

A Cacau Crédito, comandada por Frederico Meinberg, entra com a análise do risco e o funding da operação. Meinberg e Saccarelli foram co-fundadores da corretora Rico, vendida para a XP em 2016.

Serão empréstimos de até 5.000 reais, que poderão ser pagos em até 24 parcelas mensais. As taxas ainda estão sendo definidas e vão variar de acordo com o perfil do cliente.

Com base em informações como o comportamento e o histórico do cliente, a Grão consegue calcular o seu score de crédito e daí oferecer o acesso ao microcrédito em condições mais atrativas do que em outras instituições financeiras.

São dados coletados a partir da conta digital lançada no início do ano, em uma base que chegou a 10.000 clientes, que usam o cartão de débito, pagam contas, fazem recargas e são estimulados para o microinvestimento a partir de gatilhos. A análise é feita com machine learning, em solução utilizada depois que a Grão foi selecionada para o programa de aceleração do Google.

A base total da Grão é de 50.000 clientes, mas Saccarelli ressalva que apenas aqueles que conseguem cumprir uma espécie de trilha do comportamento financeiro ganham acesso ao microcrédito.

Uma das teses a serem comprovadas com o tempo é a de que o cliente que teve acesso à trilha de educação financeira é mais propenso a pagar as contas de um empréstimo em dia do que o que não teve tal trajetória.

Com a conta digital e agora a concessão do microcrédito, além do microinvestimento, a Grão caminha para se tornar uma plataforma de serviços financeiros voltada para o público que até outro dia era desbancarizado.

"Foi uma decisão [a oferta do microcrédito] pensando no usuário. Se ficássemos apenas no dinheiro guardado, não iríamos resolver os problemas dele", afirma.

Saccarelli conta que a pandemia acelerou o crescimento dos negócios, mas de diferentes formas. "Percebemos uma mudança do nosso cliente. No começo da pandemia, quem estava empregado ficou em casa. E, pela primeira vez, conseguiu guardar dinheiro. Mas, com o tempo, muitos perderam renda ou emprego."

A Grão nasceu em 2019, fundada por Saccarelli como a primeira fintech nacional dedicada ao chamado microinvestimento. A partir de 1 real é possível investir em títulos públicos. O objetivo é estimular o hábito da poupança a partir de pequenos valores, algo que é a única forma possível de guardar para milhões de brasileiros.

Um dos primeiros programas da Grão foi o Desafio 21 Dias, em que a cada dia a pessoa guardava um real a mais, começando com 1 real no primeiro dia. Ao fim do desafio, esse poupador teria conseguido guardar 231 reais.

O conceito do microinvestimento prevê a aplicação do dinheiro poupado em títulos do Tesouro Direto, mais especificamente no Tesouro Selic (conhecidos também como LFTs), pensando na liquidez diária. Mas, uma vez que o cliente consegue guardar dinheiro, o objetivo seguinte é estimulá-lo a manter a reserva por mais tempo.

No futuro, o plano é ampliar o leque de produtos financeiros oferecidos, que podem incluir de CDBs a fundos.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame