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Tarifas baixas não resolvem o problema de desbancarizados nos EUA

PUBLICADO EM: 22.5.21 | 8H05
ATUALIZAÇÃO: 22.5.21 | 1H33
A proporção de famílias negras e hispânicas sem conta bancária permanece mais alta do que a média nacional
Americano negro segura bandeira dos Estados Unidos durante protesto contra a violência policial e o racismo

Protestos contra a desigualdade racial marcaram os EUA em 2020 | Foto: Joe Ybarra/EyeEm/Getty Images (Getty Images/EyeEm)

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Os maiores bancos dos Estados Unidos criticaram duas propostas destinadas a ajudar consumidores que não usam seus serviços. Propostas recentes de parlamentares, como a abertura de agências bancárias nos correios ou a oferta de contas do Federal Reserve para todos os consumidores dos EUA, podem não funcionar para resolver o problema dos chamados americanos sem banco, argumentaram grupos do setor em artigo publicado nesta semana.

As instituições financeiras recomendam que as autoridades considerem novos tipos de identificação que os consumidores possam mostrar para acessar serviços financeiros ou encorajar americanos a abrirem contas bancárias de baixo custo quando se inscreverem para receber ajuda do governo.

“Em vez de estabelecer uma infraestrutura bancária grande, duplicada e potencialmente cara para criar contas bancárias por meio do Federal Reserve ou do Serviço Postal dos EUA, existem maneiras mais eficazes e menos dispendiosas de enfrentar o desafio” dos que não tem contas bancárias ou pouco acesso, disseram associações em comunicado que acompanha o artigo.

Os grupos representam bancos e cooperativas de crédito dos EUA e incluem a Clearing House American Bankers Association, Consumer Bankers Association, Credit Union National Association, Mid-Sized Bank Coalition of America e National Bankers Association.

Desigualdade racial

Durante anos, bancos têm oferecido contas correntes com baixas tarifas como parte de uma iniciativa do setor conhecida como Bank On. Mas esses esforços não foram um sucesso total: consumidores ainda gastam bilhões a cada ano em cheque especial e outras tarifas, e 7,1 milhões de famílias no país continuam sem acesso a uma conta bancária.

Embora esse número tenha diminuído nos últimos anos, a proporção de famílias negras e hispânicas sem conta bancária permanece mais alta do que a média nacional. Enquanto protestos contra a desigualdade racial dominavam os EUA no ano passado, parlamentares e bancos prometeram tomar mais medidas para garantir que comunidades de pessoas não brancas possam acessar serviços financeiros de baixo custo como forma de reduzir a persistente desigualdade racial em riqueza.

“Obviamente, é importante por causa dos holofotes no ano passado sobre todos os eventos horríveis que nosso país enfrentou”, disse em entrevista Alice Rodriguez, diretora-gerente do JPMorgan Chase e que supervisiona a organização de impacto comunitário.

Sem acesso a serviços financeiros tradicionais, consumidores muitas vezes recorrem a concorrentes não bancários, que normalmente cobram tarifas ou comissões mais altas. Empresas que descontam cheques, por exemplo, podem receber até 10% do valor de um cheque por seus serviços. Depender de cartões de débito pré-pagos pode custar aos consumidores até US$ 300 por ano.

 

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