Exame Invest
Minhas Finanças

7 sinais de que você está longe do sucesso financeiro

PUBLICADO EM: 14.2.13 | 8H01
Veja quais erros na administração das finanças pessoais mostram que você não está preparado para alcançar seus objetivos
Homem caminha em estrada

Não ter uma reserva suficiente para se manter durante um ano sem emprego, pode indicar que o sucesso está longe

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 6MIN

São Paulo – Alguns erros cometidos ao administrar as finanças pessoais podem indicar a falta de preparo para alcançar objetivos, sejam eles a compra de uma casa, o primeiro milhão, ou uma aposentadoria tranquila. Mesmo quem já tem uma boa renda não está imune a alguns equívocos que podem transformar o sucesso financeiro em uma meta distante.

Veja a seguir sete sinais de que você ainda não está preparado para alcançar seus objetivos financeiros. 

1) A parcela da sua renda destinada aos investimentos é menor do que 10%

Todo orçamento pessoal deve ter uma parte exclusivamente destinada a investimentos, assim como às despesas fixas e variáveis. Os investimentos são o oxigênio de diversos projetos pessoais, por isso destinando menos de 10% da renda a aplicações, alguns objetivos podem demorar mais a se concretizar.

 “É claro que, para quem tem uma renda altíssima, 10% da renda pode ser pouco se a pessoa consegue investir 50% da renda. Mas 10% é uma medida bem geral e se não for possível guardar nem isso por mês, existe um problema”, explica o consultor financeiro André Massaro. 

Os objetivos, o tempo de investimento e a quantia disponível irão definir quais são as melhores aplicações, quanto deve ser colocado em cada uma delas e se será preciso aumentar ou não a parcela da renda para os investimentos. Parte dos investimentos pode ser voltada à aposentadoria, outra parte a objetivos de médio prazo, como um casamento e outra ao curto prazo, como uma viagem a ser realizada em breve.

2) Você não teria dinheiro suficiente para se manter sem emprego durante um ano

A perda de emprego, um problema de família ou de saúde são imprevistos que podem facilmente minar um objetivo em pouco tempo. Por isso, é preciso ter uma reserva financeira que seja capaz de sustentar esse tipo de situação imprevisível.

Alguns especialistas falam que a reserva de emergência deve equivaler a pelo menos seis meses de despesas, outros um pouco mais. André Massaro acredita que uma pessoa realmente preparada para alcançar seus objetivos deve ter pelo menos uma quantia equivalente a um ano de despesas guardada. “Hoje, muitos conseguem se recolocar em pouco tempo porque o mercado está aquecido, mas o desemprego sempre foi um problema no país. Por isso é preciso se preparar para o pior cenário, não o melhor”, diz.

3) Seu investimento para a aposentadoria vai de mal a pior

Ter uma boa aposentadoria, para alguns, significa ter uma renda mensal de 10 mil reais; para outros, a renda deverá equivaler a 20 mil reais. Por isso não existe uma regra geral que mostre se a pessoa está cuidando bem ou não de sua aposentadoria. 

Massaro afirma que em países desenvolvidos, os investidores acumulam para a aposentadoria um patrimônio suficiente para mantê-los durante 30 anos, um período que ele considera também recomendável para os brasileiros que planejam sua aposentadoria.

Seja qual for o período que o investidor considerar que viverá depois de aposentado, ele deve pensar se com a quantia que ele investe mensalmente hoje e com o tempo que ele tem até a aposentadoria, os recursos investidos serão suficientes para se aposentar com a renda pretendida. Caso não sejam, este pode ser um indício de que o caminho para o sucesso está ainda bem distante. 


4) Mais de um terço da sua renda é destinada ao financiamento de um imóvel

Os próprios bancos, que têm total interesse em fornecer crédito para o financiamento do imóvel, recomendam que os clientes não comprometam mais de um terço de sua renda líquida (renda mensal descontados os impostos) com as parcelas do imóvel.

“Essa é uma regra bastante usada e vale para a maioria dos casos. Apenas não vale se a pessoa é solteira, ganha muito dinheiro e consegue manter um padrão de vida bom, mesmo gastando mais de um terço da renda com o imóvel”, diz André Massaro.

Com mais de um terço da renda destinada ao financiamento do imóvel, aumentam as chances de problemas financeiros. Alguns especialistas, inclusive, acreditam que o ideal é que o financiamento não ultrapasse 20% da renda, principalmente se ele ainda não tiver formado sua reserva de emergência, já que nesse caso, diante de algum imprevisto, a dívida com o financiamento pode tornar a situação insustentável.

5) Suas férias dependem do cartão de crédito

Usar o cartão de crédito para pagar algumas despesas durante as férias não é um problema e pode até ser vantajoso em alguns casos por causa do acúmulo de pontos no programa de fidelidade do cartão. Mas pagar tudo no crédito, inclusive passagem e a estadia, é um indício de que para um objetivo menor já há dificuldade de se programar. As metas maiores, portanto, podem se tornar extremamente complexas.

Uma orientação comum dos especialistas em finanças é que o período de pagamento de um bem ou serviço não extrapole sua vida útil. Ou seja, a viagem não deve continuar a ser paga depois que ela acaba.

Ao começar a pagar com antecedência, ou mesmo ao pagar à vista, um pacote de viagens, passagem ou estadia, normalmente é possível conseguir descontos. E com um bom planejamento também é possível investir o valor que será utilizado na viagem, por exemplo, em um fundo cambial, que permite poupar o valor necessário em moeda estrangeira, protegendo o dinheiro das oscilações cambiais até o momento de pagar as despesas.

6) Você dá mais importância ao investimento que ao valor poupado

Outra regra básica para quem quer alcançar o sucesso financeiro diz que poupar é mais importante do que investir. Isso significa que ter uma regularidade de aportes nos investimentos e poupar mais dinheiro é muito mais importante do que dar uma “grande tacada” e escolher a melhor aplicação disponível no mercado.

Alguém que tem dinheiro investido, mas tem dívidas a pagar, provavelmente estará pagando mais juros do que recebendo, já que os juros de empréstimos e financiamentos à pessoa física costumam ser bem maiores que o retorno das aplicações financeiras.

Por isso, quando as taxas forem altas, vale mais a pena poupar uma quantia suficiente para pagar esses financiamentos em aberto do que dar início a um novo investimento.

Além disso, quando o investidor consegue poupar e reunir uma boa quantia antes de investir, ele pode conseguir ter acesso a produtos financeiros melhores. Aplicações com aporte inicial maior muitas vezes também contam com remuneração maior e custos menores.

7) Você só consegue comprar um carro novo se for financiado em um prazo longo

Nem todo mundo consegue pagar à vista um bem de alto valor como um carro, mesmo com uma boa situação financeira. E isso não é um problema. Mas, se para comprar o carro pretendido é preciso entrar em um financiamento de mais de três anos, algo está errado.

Se o carro de 100 mil reais almejado só pode ser comprado se financiado em mais de 36 meses, isso pode significar que o valor do bem está acima da real possibilidade do comprador. Como as taxas podem ser maiores e os carros sofrem mais depreciação quanto maior o tempo, se o financiamento for muito longo, mesmo ao vender o carro o valor recebido pode não ser suficiente para quitar o financiamento.

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame