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Crédito imobiliário dispara 70% em setembro e bate recorde

PUBLICADO EM: 27.10.20 | 18H00
ATUALIZAÇÃO: 27.10.20 | 18H11
De janeiro a setembro, os empréstimos para financiar compra e construção de imóveis avançaram 44% ante mesma etapa de um ano antes
Prédios; Luxo; Panamby; Morumbi; céu; imóveis

Imóveis: crédito imobiliário atingiu 12,9 bilhões de reais em setembro, alta de 70,1% em relação ao mesmo período de 2019

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O crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu 12,9 bilhões de reais em setembro, alta de 70,1% em relação ao mesmo período de 2019, atingindo recorde, informou a Abecip nesta terça-feira. Fundos que rendem e que estão prontos para uma emergência? Temos! Assine a EXAME Research. 

De janeiro a setembro, os empréstimos do sistema para financiar compra e construção de imóveis avançaram 44% ante mesma etapa de um ano antes, a 78,8 bilhões de reais, já superando o resultado de todo o ano passado.

IGP-M

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel no país, registrou inflação de 2,92% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior aos 4,57% da segunda prévia de setembro. Mesmo assim, o índice acumulado em 12 meses subiu de 18,20% na segunda prévia de setembro para 20,56% na segunda prévia de outubro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), que fez a pesquisa.

O IGP-M vem registrando uma alta generalizada. Apenas em setembro, a alta foi de 4,34%. O índice está sendo influenciado pela disparada do dólar neste ano, que vem provocando reajustes fortes no índice desde junho. Além da moeda americana, preços de commodities também têm grande peso no índice.

“Os preços do mercado imobiliário são pouco representados no indicador. O dólar e até a alta do arroz entram na conta”, diz Adriano Sartori, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Como negociar a alta do aluguel

Por Marília Almeida

A cada três anos, o contrato de aluguel pode passar por uma ação revisional, prevista por lei, como forma de equilibrar o contrato. Mas esse recurso é uma via de mão dupla, diz Sartori. “Quem estiver completando três anos de contrato ou do último uso do recurso pode utilizá-lo. O recurso pode corrigir eventuais excessos que a alta do IGP-M pode causar, mas caso se verifique que o preço do aluguel ainda assim esteja abaixo do preço de mercado, ele poderá subir ainda mais.”

Ele cita como exemplo, um aluguel de 1.000 reais que tenha sido reajustado para 1.200 reais. “Se a vizinhança estiver pagando 1.400 reais, é melhor não optar pela ação revisional.”

Portanto, antes de lançar mão do recurso, vale pesquisar no prédio ou na vizinhança se o valor, com o reajuste, ainda fica dentro da média que está sendo cobrada na região. Isso porque nos últimos anos, desde 2014, os preços de locação foram deprimidos por causa da persistente crise econômica no país, e podem estar defasados, na visão de Sartori e Zylberstajn.

 

 

Caso não haja negociação, o inquilino pode optar por buscar outro imóvel com preço mais condizente com a média do mercado, diz Sartori. “É importante frisar que a lei obriga que o contrato de locação tenha um indicador como referência. Mas se o proprietário do imóvel vai repassar toda a alta, é prerrogativa dele.”

Sartori tem observado que, em geral, os locadores têm aceito dar um desconto nesse reajuste para os inquilinos. “O proprietário está cauteloso e não quer desocupar o imóvel em uma pandemia. Antes de negociar ele tem de estimar quanto tempo o imóvel pode ficar desocupado e verificar se vale a pena e, do outro lado, se despesas com a mudança compensam.”

Zylberstajn aponta que outros índices do mercado, como o IPCA, podem ajudar na renegociação. É possível até mesmo repactuar o contrato sem um indicador. Mas Sartori pondera. “É importante apontar que o IGP-M é uma proteção. Ele também pode ser negativo. Nesse momento, o proprietário tem de absorver a queda. Se o problema fiscal do país for equalizado e o dólar cair, a tendência é que o IGP-M caia também.”

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