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Onde investir em 2022, segundo a Bradesco Asset

PUBLICADO EM: 24.11.21 | 19H31
ATUALIZAÇÃO: 24.11.21 | 20H19
Conheça a visão e as recomendações da gestora para o cenário econômico e os ativos de renda fixa e renda variável no ano que vem
Philipe Biolchini, CIO da Bram Asset Management

Philipe Biolchini, CIO da Bradesco Asset Management | Foto: Divulgação

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Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com



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A gestora de fundos Bram (Bradesco Asset Management) divulgou suas apostas para investimentos em 2022 durante um evento transmitido online nesta terça-feira, 24.

Antes de a asset do Bradesco apresentar a sua visão para cada produto e classe de ativo, Marcelo Toledo, economista-chefe da gestora, apontou qual é a perspectiva para a economia no ano que vem.

Na sua visão, há uma tendência de inflação mais alta em todo o mundo. Contudo, à medida em que gargalos forem sendo resolvidos ao longo do ano, inclusive o que deu origem à crise dos semicondutores, a situação tende a se estabilizar, diz o economista.

"Não acreditamos que dará para cumprir a meta [de inflação] de 3,5% [em 2022], mas dá para chegar perto disso. Estávamos consumindo exageradamente bens e agora voltamos a equilibrar o consumo com serviços. Isso é bom para a economia e contribui para a queda da inflação", afirmou.

Com mais da metade da população global vacinada, a maior parte dos efeitos da pandemia em si está ficando para trás, mas não seus efeitos econômicos. Contudo Toledo acredita que o crescimento global para o ano que vem ainda será robusto. "Em 2022 ainda teremos estímulos nos Estados Unidos e recuperação da Europa, que deve se acelerar."

Para Toledo, a economia do Brasil está em marcha forçada. "Enquanto o problema monetário é cíclico, passamos pelo oitavo ano de ajuste fiscal. É um processo lento. Ainda não chegamos lá."

A eleição é ponto de incerteza, mas o investidor, aponta o economista, não deve exagerar sua importância e ficar atento à questão macroeconômica. "Em 2022, não acreditamos em uma recessão, mas em crescimento lento. Temos drivers positivos: a agricultura e a crise energética estão melhorando, e o mundo está crescendo de forma razoável. Na ponta negativa, há um aperto monetário, uma perda do ímpeto de crescimento e a incerteza eleitoral".

Diante desse cenário, veja abaixo a visão da gestora para ativos de renda fixa e renda variável em 2022, apresentadas por Philipe Biolchini, CIO (executivo-chefe de investimentos) da Bram:

Bram ativos consolidados - visão para 2022

Bram ativos consolidados - visão para 2022 (Bram/Divulgação)

Renda fixa

A casa tem uma visão positiva para títulos de renda fixa pós-fixados, reforçada pela perspectiva de alta da Selic para perto de 12% ao ano, o que é uma alta nominal significativa.

Já no caso de títulos pré-fixados é necessário cautela no curto prazo, mas a visão é positiva no médio e longo prazo.

No médio prazo, a casa está otimista com a classe de ativos, citando as taxas pagas pelos títulos Tesouro IPCA, acima de 5% ao ano, o que é um retorno bem maior do que no início do ano. Contudo, como ainda não se encerrou o processo de alta dos juros, e o país encara desafios fiscais, a gestora prevê um período de volatilidade.

A preocupação em relação a títulos indexados à inflação se concentra na parte curta. Já títulos com vencimento no médio prazo, em torno de três anos, indexados ao IMAB-5, são interessantes, na visão da gestora.

Apesar do momento de aumento dos spreads de crédito, a Bram acredita que os prêmios pagos por títulos de crédito nacionais, como debêntures, ainda estão em níveis interessantes. Contudo a perspectiva é não haverá tanto ganho com a alta dos juros.

Já a visão da casa para títulos de crédito no exterior é que se trata de um mercado amplo, profundo e com liquidez, apesar de haver alguma volatilidade por causa de eventuais mudanças nas taxas de juros americana e do câmbio. No curto prazo poderá sofrer correções. Mas, no médio e no longo prazo, haverá uma abertura maior de spreads que poderá ser aproveitada pelo investidor.

A visão da casa na seara de títulos de crédito, em resumo, é mais positiva para bonds no exterior do que debêntures nacionais.

Renda variável

As incertezas fiscais e as relacionadas à inflação e aos juros não permitem à casa alocar de forma intensa em produtos de renda variável. Mas a visão é que os níveis de preços desses ativos estão atrativos. Portanto, a classe de investimentos tem de estar no radar do investidor, a despeito da volatilidade.

Diferentemente de outros países emergentes, o Brasil está passando por um processo mais longo de abertura de taxas. Além disso, o real foi uma das moedas que mais sofreram, assim como o mercado acionário. Diante desses fatos, o investidor de longo prazo precisa pensar que os ativos de renda variável nacionais parecem baratos, pois têm embutido em seus preços muita notícia negativa.

Nesse ambiente de incertezas, a gestora prefere concentrar posições em empresas mais independentes do cenário econômico. Essas companhias podem estar em diferentes etapas de um mesmo processo de crescimento. Ou seja, podem ser mais defensivas ou agressivas, dependendo do porte.

Por fim, a visão da gestora para a renda variável é construtiva no médio prazo, quando os retornos esperados compensarão o risco.

Em relação a fundos imobiliários, a Bram vê um grande desconto nas cotas, pois compara o índice da categoria, o Ifix, com o valor patrimonial dos fundos. Isso, segundo a gestora, torna o momento uma boa oportunidade de compra dessas cotas.

A estratégia quantitativa também deve ser considerada pelo investidor em 2022, na visão da Bram. Seu principal atrativo é a diversificação que traz ao portfólio. O produto também permite criar investimentos temáticos, uma tendência global.

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Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com


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